Reino nas páginas policiais
Reino nas favelas, nos mocambos
Reino nos cárceres, nos hospícios
Reino no analfabetismo, nos assassinados
Reino num continente de fome
outrora promissor, místico,
dono dos segredos de Lemúria
Reino nas injustiças do esquecimento,
na exploração da desinformação
Reino nos guetos, nas favelas
nas esquinas, nos sinais
debaixo das pontes
nos sem tetos
nos de rua
Reino nos abastados
na gravidez precoce
nos sem renda
nos com fome
Reino no reino outorgado
fadado a desaparecer
excluído do poder
Reino que reino
de gente negra
A PAZ que tanto almejamos está além do coração, mora na igualdade
Jorge Amâncio
Reino nas favelas, nos mocambos
Reino nos cárceres, nos hospícios
Reino no analfabetismo, nos assassinados
Reino num continente de fome
outrora promissor, místico,
dono dos segredos de Lemúria
Reino nas injustiças do esquecimento,
na exploração da desinformação
Reino nos guetos, nas favelas
nas esquinas, nos sinais
debaixo das pontes
nos sem tetos
nos de rua
Reino nos abastados
na gravidez precoce
nos sem renda
nos com fome
Reino no reino outorgado
fadado a desaparecer
excluído do poder
Reino que reino
de gente negra
A PAZ que tanto almejamos está além do coração, mora na igualdade
Jorge Amâncio

Prezado confrade Jorge,
ResponderExcluirUm poema que deveria ser lido por todos nessa hora difícil da história da humanidade.
Uma forma de lenbrarmos que o individualismo não leva a nada quando desejamos união dos povos, paz e igualdade.
Obrigada por ter postado seu poema para lembrar-nos de tudo isso.
Um grande abraço